Existe uma gama razoável de fontes ultrassônicas que podem envolver exposições domésticas ou ocupacionais:
banhos de limpeza, soldagem de plásticos ou materiais diversos, equipamentos industriais ou domésticos para
espantar “pragas”, como pombas, mosquitos, pássaros e outros animais. Em 2018, o JASA (Journal of the
Acoustical Society of America) publicou um conjunto de artigos sobre o assunto onde ficou evidente que
existem dificuldades que permeiam a discussão, dentre elas, a indisponibilidade de instrumentos dedicados,
problema de rastreabilidade, dificuldades do procedimento de medição e posicionamento do microfone para
obtenção resultados confiáveis. O desafio é ampliado quando se trata da exposição ao ultrassom em ambiente
ocupacional, pois existem Valores TLV® dados na ACGIH, que devem ser devidamente interpretados e
verificados com instrumentação específica. A ICNIRP, comissão internacional dedicada às radiações não
ionizantes, também possui Valores - Limite recomendados para o público e trabalhadores, ainda mais restritivos
que os da própria ACGIH. Neste estudo exploratório foi avaliada uma máquina de solda para fios de alumínio,
com fonte de frequência nominal de 57 kHz. Essa emissão não poderia ser verificada com instrumentos
tradicionais, nem mesmo aqueles com alcance estendido até 40 kHz, pois não conseguiriam detectar essa
frequência. Para superar esses obstáculos foi necessário desenvolver uma instrumentação customizada, a partir
de um microfone capacitivo de 1/4", fonte de alimentação e um sistema de aquisição com taxa de amostragem
suficiente. O estudo é exploratório porque não pretende definir práxis para a questão, mas apresentar
viabilidade concreta de medição da emissão de ultrassom da fonte e avaliar a exposição ocupacional, usando-se
premissas conceituais para a aplicação dos valores-limite recomendados.