Por sua relevância, os programas de execução dos mapas acústicos calculados de ruído, enquanto instrumento de pesquisa da macroescala urbana, passou a ser utilizado por alguns pesquisadores para objetivos diversificados e em pequenas escalas do tecido urbano não necessariamente aderentes às limitações que o instrumento apresenta. Na microescala, uma rua pode ser investigada a partir de softwares fundamentados em métodos híbridos de acústica geométrica comumente utilizado em acústica de salas. Entretanto, diferentes técnicas devem ser aplicadas quando se modela computacionalmente o espaço aberto em relação às técnicas de modelagem do espaço fechado. Assim sendo, o objetivo da presente pesquisa é evidenciar sistematicamente como modelar computacionalmente espaços urbanos abertos a partir de métodos híbridos de acústica geométrica, tendo como referência a escala dimensional da rua. Para isso, foi utilizado o modelo virtual de uma rua com diferentes configurações experimentais de implantação de edificações elaborado por meio do software Odeon para as simulações acústicas. A partir do processo de modelagem, foi desenvolvido um fluxograma metodológico para espaços urbanos abertos, que foi detalhado e discutido em cada uma de suas respectivas etapas. Foram destacadas as diferenças e particularidades entre a construção dos modelos dos espaços abertos e espaços fechados. Enquanto resultados, identificou-se que nos espaços abertos a necessidade de modelar elementos que representem a absorção do “céu aberto”, pode levar a necessidade de maior número de raios tardios. Constatou-se ainda que é importante modelar uma maior quantidade de elementos arquitetônicos nas fachadas das edificações que fazem parte dos espaços urbanos, a fim de melhor retratar a energia sonora. Concluiu-se que apesar de diversos pontos de interseção entre a construção de modelos de espaços abertos e fechados, são as diferenças metodológicas entre os dois que se constituem em pontos críticos e que podem alterar significativamente os resultados do espaço urbano.
The present research aims to systematically show how to computationally model open urban spaces with hybrid methods of geometric acoustics, having as reference the dimensional scale of the street. For this, a virtual model of a street was used with different experimental configurations for the implementation of buildings. A methodological flowchart for open urban spaces was developed, detailed, and discussed in each of its respective stages. As result, it was identified that in open spaces, the need to model elements that represent the absorption of the "open sky", may lead to the need for a greater number of late rays. It was also found that it is important to model a greater number of architectural elements on the facades of buildings that are part of urban spaces, to better characterize the sound energy. It was concluded that despite several points of intersection between the construction of open and closed spaces models, it is the methodological differences between them that constitute critical points and that can significantly change the results in the urban space.